Talvez poucos saibam que este portão fechava o Cemitério dos Ingleses que havia frente ao Quartel da GNR, em Setúbal. Ainda tem a marca do fabricante ingles o que demonstra que terá sido importado !
sábado, 6 de setembro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Jorge Amado
Voltemos à minha viagem ao interior do Estado da Baía.
No dia seguinte ao meu "não" banho no rio, havia que visitar três fazendas, daquelas cuja dimensão foge àquilo que por cá conhecemos.
E foi então que me recordei dos romances de Jorge Amado ! Os coronéis existem ainda e mandam mesmo.
Na primeira visita, o coronel, grande revólver á cintura, levou me a admirar uma belíssima cachoeira vista do alto. Espreitando para baixo logo concluiu, hoje não tem lá nenhum presunto !Presunto coronel? É patricio quando alguém é assassinado jogamos lá em baixo.
Fiquei elucidado e achei melhor não fazer mais perguntas !
Na segunda fazenda , seu proprietário, o coronel Vicente não usava pistola, pelo menos não mostrava. Nos seus quase 80 anos , corpo seco , bem humorado, vivia com uma espanhola que talvez tivesse metade da sua idade. Fomos ver o seu rebanho, cabeças de gado a perder de vista. Lá chegados, eu havia deixado aberta a janela do meu carro e fiquei preocupado com possível roubo. O negrão pastor olhou para mim e logo sentenciou, carro onde coroné Vicente senta, ninguém chega perto. Fiquei elucidado e achei melhor não fazer mais observações.
Na terceira fazenda, o velho proprietário estava fechado no quarto, numa estranha obscuridade para onde fui convidado a entrar pela esposa. Permanecia sentado num sofá com a perna direta coberta por um lençol que em tempos teria sido branco. O cheiro era nauseabundo . Então coronel o que tem na perna? Um feridinha mas estou cuidando, todos os dias vou colocando teias de aranha !!!
Gangrena, claro.
Fiquei elucidado e procurei logo uma retirada em passo acelerado.
Mas sempre recordando Jorge Amado !!!
Palavras do Doutor Mocho
No dia seguinte ao meu "não" banho no rio, havia que visitar três fazendas, daquelas cuja dimensão foge àquilo que por cá conhecemos.
E foi então que me recordei dos romances de Jorge Amado ! Os coronéis existem ainda e mandam mesmo.
Na primeira visita, o coronel, grande revólver á cintura, levou me a admirar uma belíssima cachoeira vista do alto. Espreitando para baixo logo concluiu, hoje não tem lá nenhum presunto !Presunto coronel? É patricio quando alguém é assassinado jogamos lá em baixo.
Fiquei elucidado e achei melhor não fazer mais perguntas !
Na segunda fazenda , seu proprietário, o coronel Vicente não usava pistola, pelo menos não mostrava. Nos seus quase 80 anos , corpo seco , bem humorado, vivia com uma espanhola que talvez tivesse metade da sua idade. Fomos ver o seu rebanho, cabeças de gado a perder de vista. Lá chegados, eu havia deixado aberta a janela do meu carro e fiquei preocupado com possível roubo. O negrão pastor olhou para mim e logo sentenciou, carro onde coroné Vicente senta, ninguém chega perto. Fiquei elucidado e achei melhor não fazer mais observações.
Na terceira fazenda, o velho proprietário estava fechado no quarto, numa estranha obscuridade para onde fui convidado a entrar pela esposa. Permanecia sentado num sofá com a perna direta coberta por um lençol que em tempos teria sido branco. O cheiro era nauseabundo . Então coronel o que tem na perna? Um feridinha mas estou cuidando, todos os dias vou colocando teias de aranha !!!
Gangrena, claro.
Fiquei elucidado e procurei logo uma retirada em passo acelerado.
Mas sempre recordando Jorge Amado !!!
Palavras do Doutor Mocho
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
RECORDANDO
Vou fazer um intervalo na novela brasileira onde outros episódios merecem algumas linhas porque resolvi recordar um texto publicado num tristemente desaparecido blog em boa hora criado por um amigo de longa data e que mais tarde foi tal texto publicado num livro bem sei com poucos compradores mas pelo menos eu fiquei com o meu ego lá em cima já que todos gostamos de uns elogios e pancadinhas nas costas mesmo que disfarcem uma faca na palma da mão algo em que somos mestres porque desde cedo aprendemos a arte de mal dizer como por aqui se prova e a demonstração está nestas linhas está também na leitura de jornais revistas cor de rosa choque onde diariamente aparece a critica fácil ou a condenação na praça pública de quem ainda nem é arguido mas como estamos fartos de ver a justiça muito cansada e sem tempo a tudo acudir deixando passar os anos e os pilantras famosos longe do Tribunal a gozar com o cidadão honesto vai daí pelo menos o povo fica conhecendo a porcaria que anda por este País encalacrado endividado de calcinhas na mão perante o poder que nós não oferecemos a uns meninos engravatados que vivem principescamente lá para o Norte do Continente exigindo o impossível mas como somos governados por outros meninos bem intencionados que nos esvaziam o bolso vamos cumprindo e deixando o futuro todo pintadinho de negro segundo consta muito salgado.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
AINDA A BAÍA
Depois daquele magnifico susto no rio que me obrigou a uma saída rápida da água, fomos para casa jantar.
Terminada a refeição viemos para a rua para uns momentos de boa conversa , experiencias trocadas e muitas histórias contadas.
Eu sentei- me no chão, melhor dizendo no passeio.
Estava entretido com a conversa quando pelo canto do olho vejo sair de um buraco em que não reparara, bem ao meu lado direito, um "ser" negro do tamanho de uma luva de boxe !
Apelei à minha coragem.....e fiquei quieto. A Mãe do meu colega deu uma risada e perguntou se eu tinha medo de sapos, claro que logo afirmei que não.
Sabe, disse ela, é que ficou sentado no meio de dois buracos e não tarda nada sairá do seu outro lado, igual sapo-boi !
Foi motivo de risadas mas não gostei da companhia.
Eis senão quando lá do fundo da rua, qual aparição de fantasma se aproximou um vulto.
Era um isolado pastor que tendo visto luzes, procurava um pouco de companhia e de conversa.
Feitas as saudações perguntei onde e como vivia, tão sozinho e tão longe de tudo.
Vivia numa pequena barraquinha mas tinha uma cobra como companhia.
Uma cobra, perguntei eu evidenciando o meu espanto ?
Veio a explicação.
Sabe, há muitas cobras venenosas nos arredores mas eu tenho aquela cobra que alimento regularmente e que ataca as outras quando se aproximam do meu barraco !!
Como devem calcular não dormi muito bem.....
No dia seguinte....... alto, isso contarei em outra ocasião. Fiquem com a curiosidade.
Palavras do Doutor Mocho..
Terminada a refeição viemos para a rua para uns momentos de boa conversa , experiencias trocadas e muitas histórias contadas.
Eu sentei- me no chão, melhor dizendo no passeio.
Estava entretido com a conversa quando pelo canto do olho vejo sair de um buraco em que não reparara, bem ao meu lado direito, um "ser" negro do tamanho de uma luva de boxe !
Apelei à minha coragem.....e fiquei quieto. A Mãe do meu colega deu uma risada e perguntou se eu tinha medo de sapos, claro que logo afirmei que não.
Sabe, disse ela, é que ficou sentado no meio de dois buracos e não tarda nada sairá do seu outro lado, igual sapo-boi !
Foi motivo de risadas mas não gostei da companhia.
Eis senão quando lá do fundo da rua, qual aparição de fantasma se aproximou um vulto.
Era um isolado pastor que tendo visto luzes, procurava um pouco de companhia e de conversa.
Feitas as saudações perguntei onde e como vivia, tão sozinho e tão longe de tudo.
Vivia numa pequena barraquinha mas tinha uma cobra como companhia.
Uma cobra, perguntei eu evidenciando o meu espanto ?
Veio a explicação.
Sabe, há muitas cobras venenosas nos arredores mas eu tenho aquela cobra que alimento regularmente e que ataca as outras quando se aproximam do meu barraco !!
Como devem calcular não dormi muito bem.....
No dia seguinte....... alto, isso contarei em outra ocasião. Fiquem com a curiosidade.
Palavras do Doutor Mocho..
APRENDER
Curioso !
Num velho tronco de eucalipto apareceu esta estranha "coisa"!
Perguntando a várias pessoas, todos afirmavam de que seria um cogumelo, até que um Engenheiro Agrónomo nos explicou:
É um fungo denominado Carcumélo que nasce em troncos apodrecidos.
Conclusão - estamos sempre a aprender !!
terça-feira, 2 de setembro de 2014
BRASIL
Viajar pelo Brasil é algo que recomendo vivamente !
Tive a grande sorte de o fazer sempre por razões profissionais . Muito fui aprendendo sobre tão grande País e de gentes variadas, fruto em primeiro lugar da forte atitude dos portugueses bandeirantes que lhe deram as largas fronteiras e a língua, tudo mais tarde caldeado com as diferentes raças e culturas que ali foram aportando misturando se com os nativos.
Numa das viagens fui até à Baía.
Acompanhado de um colega brasileiro aterrámos em Salvador. Na curta estadia ainda assistimos a um Dorival Caimy, todo vestido de branco, sozinho no palco, cantando e tocando a sua bela poesia. inesquecível.
Dali partimos de carro rumo ao interior do Estado na direção do velho Xico, o rio São Francisco, passando por Mundo Novo e Morro do Chapéu.
Chegámos a um pequeno lugarejo, abandonado mas conservado, com o seu largo, uma igreja e diversas ruas com casas de um só piso. A exploração de uma mina próxima. tinha acabado e daí o abandono bem sentido e visível.
Numa delas, a Mãe do meu colega, estava ali passando uns dias com uma empregada para proceder a limpezas e conservação. Feitos os cumprimentos e instalados, o meu colega perguntou se tinha levado fato de banho pois iriamos a um rio que passava perto. O calor era quase insuportável e a sugestão foi acolhida alegremente.
Chegados ao rio e quando eu logo ia entrando, ele gritou para não o fazer pois teria de atirar umas pedras para...afastar as cobras ! Não gostei...mas aguentei !
Já dentro de água, foi pedindo para eu ir mexendo as pernas porque uns peixinhos gostavam de dar dentadas. Aí desconfiei que ele estivesse gozando o português, algo que os brasileiros adoram fazer !
Porém era mesmo verdade e foi em grande velocidade que terminei um banho que afinal nem chegou a começar !!!
A "aventura" continuou mas fica para outro dia !!
Palavra do Doutor Mocho
Tive a grande sorte de o fazer sempre por razões profissionais . Muito fui aprendendo sobre tão grande País e de gentes variadas, fruto em primeiro lugar da forte atitude dos portugueses bandeirantes que lhe deram as largas fronteiras e a língua, tudo mais tarde caldeado com as diferentes raças e culturas que ali foram aportando misturando se com os nativos.
Numa das viagens fui até à Baía.
Acompanhado de um colega brasileiro aterrámos em Salvador. Na curta estadia ainda assistimos a um Dorival Caimy, todo vestido de branco, sozinho no palco, cantando e tocando a sua bela poesia. inesquecível.
Dali partimos de carro rumo ao interior do Estado na direção do velho Xico, o rio São Francisco, passando por Mundo Novo e Morro do Chapéu.
Chegámos a um pequeno lugarejo, abandonado mas conservado, com o seu largo, uma igreja e diversas ruas com casas de um só piso. A exploração de uma mina próxima. tinha acabado e daí o abandono bem sentido e visível.
Numa delas, a Mãe do meu colega, estava ali passando uns dias com uma empregada para proceder a limpezas e conservação. Feitos os cumprimentos e instalados, o meu colega perguntou se tinha levado fato de banho pois iriamos a um rio que passava perto. O calor era quase insuportável e a sugestão foi acolhida alegremente.
Chegados ao rio e quando eu logo ia entrando, ele gritou para não o fazer pois teria de atirar umas pedras para...afastar as cobras ! Não gostei...mas aguentei !
Já dentro de água, foi pedindo para eu ir mexendo as pernas porque uns peixinhos gostavam de dar dentadas. Aí desconfiei que ele estivesse gozando o português, algo que os brasileiros adoram fazer !
Porém era mesmo verdade e foi em grande velocidade que terminei um banho que afinal nem chegou a começar !!!
A "aventura" continuou mas fica para outro dia !!
Palavra do Doutor Mocho
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
MAPA JUDICIÁRIO
Hoje andam no ar as mais variadas opiniões sobre a nova distribuição de Tribunais, espalhados pelo País.
Convém não esquecer que foram os ilustres deputados que aprovaram o mapa proposto pelo Ministério da Justiça e que portante devem ser responsabilizados pela perturbação que induziram em centenas de cidadãos e pelos prejuízos materiais e morais que irão provocar a populações afetadas.
Eu tinha uma solução bem melhor. Fechavam todos os Tribunais à exceção de Lisboa e quem demandasse a Justiça que viesse à Capital do Reino. Digo Reino e digo bem porque dali se anda a reinar com tudo e com todos, caminhando para o encolher deliberado do que os mais desprotegidos precisam.
Hospitais, agora Tribunais, Escolas, Finanças e por aí fora, vá de reduzir numa ansia nunca vista nem aqui nem na Cochinchina !
Esta Democracia que podia ser coisa boa, deu lugar à mediocridade e ao acesso ao poder de uma maioria formada na "politica" , desconhecedora do que é a vida de populações lutando diariamente com enormes dificuldades quer em termos económicos quer no acesso a estruturas oficias que teoricamente existem para o seu serviço e que perduram com os seus altos impostos.
Repito,agora ficam sem Tribunais. Já lhes tiraram Escolas, afastaram Hospitais, fecharam as Finanças.
Em suma, parece que lhes dizem, desapareçam, estão a mais neste País de faz de conta.
Somos o verdadeiro Portugal dos Pequeninos. Já não é só o de Coimbra !!!!
palavras do Doutor Mocho.
Convém não esquecer que foram os ilustres deputados que aprovaram o mapa proposto pelo Ministério da Justiça e que portante devem ser responsabilizados pela perturbação que induziram em centenas de cidadãos e pelos prejuízos materiais e morais que irão provocar a populações afetadas.
Eu tinha uma solução bem melhor. Fechavam todos os Tribunais à exceção de Lisboa e quem demandasse a Justiça que viesse à Capital do Reino. Digo Reino e digo bem porque dali se anda a reinar com tudo e com todos, caminhando para o encolher deliberado do que os mais desprotegidos precisam.
Hospitais, agora Tribunais, Escolas, Finanças e por aí fora, vá de reduzir numa ansia nunca vista nem aqui nem na Cochinchina !
Esta Democracia que podia ser coisa boa, deu lugar à mediocridade e ao acesso ao poder de uma maioria formada na "politica" , desconhecedora do que é a vida de populações lutando diariamente com enormes dificuldades quer em termos económicos quer no acesso a estruturas oficias que teoricamente existem para o seu serviço e que perduram com os seus altos impostos.
Repito,agora ficam sem Tribunais. Já lhes tiraram Escolas, afastaram Hospitais, fecharam as Finanças.
Em suma, parece que lhes dizem, desapareçam, estão a mais neste País de faz de conta.
Somos o verdadeiro Portugal dos Pequeninos. Já não é só o de Coimbra !!!!
palavras do Doutor Mocho.
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